sábado, 12 de agosto de 2017

Jubieu de ouro

Fazer 50 anos,jubileu de ouro, meio século, pede uma pausa de reflexão. Confesso que nessa idade tem uma parte de mim que sente umas dores. Dores da matéria gasta, dores das cicatrizes da alma, mas quando me distancio em busca de um conforto encontro eu mesma livre dessas dores.Numa data como essa tento inventariar coleções do que acumulei durante anos para expor, mas encontro muito pouco. Quando começo a me entristecer por isso, vou descobrindo que a vida sempre me desafiou a ser muito e ter pouco, nunca me deu moleza nesse quesito. E de novo encontro eu mesma, aquela que sempre fui, que sou e sempre serei.
Nasci em tempos finais da ditadura no Brasil(1967), cresci nos tempos de abertura democrática e vivi minha juventude no ápice da luta por direitos e democracia e agora, na meia idade, assisto com uma certa tristeza, um tanto de frustração, decepção e desconforto a esculhambação geral da República. A única coisa que não aquebranta meu espírito é a consciência de que toda ação tem uma revanche, portanto, boa parte do que assisto é o estertor de um modelo que finda. Na vida pessoal, familiar e amorosa é sempre o paradoxo de me identificar e diferenciar ao mesmo tempo, de não me acostumar com algumas coisas que todo mundo diz: "é assim mesmo", de prevalecer a divergente enquanto desejo convergir. Hoje que a vitalidade já inicia a queda prefiro não estressar muito e me poupar mais. Em qualquer das dimensões vou assim tecendo uma mediação entre meu Ser gentil, terno e amoroso, esperançoso, otimista, feliz e essa carcaça que aos poucos vai ficando dolorida, pesada e perdendo seu prazo de validade. E por fim gratidão por todas as felicitações e vibrações positivas desejando a minha felicidade, participando nessa festa virtual que se insere na festa que transcende essa caixinha e se expande pelo universo afora.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Inexplicável amor

Não me encaixo
na moldura que você bem trabalhou
Sou impraticável
na teoria que você bem elaborou
Não me adapto
ao padrões que você bem definiu
Portanto, me deixe de fora,
me ignora
Me deixe ser quem eu sou
Longe de seus olhos cansados
Nos braços de um inexplicável amor

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Enquanto isso no palácio....


- Mordomo, traga o jantar!
- Sim, senhora!
- Snif! Snif! O que é isso? Que fedor é esse? Parece com aquele cheiro do porão....são múmias?
- Não, senhora, são meus amigos!
-Seus amigos?! Mas você não é só um mordomo de enfeite de filme de terror?!
- Não, senhora, eu sou o Conde Drácula e esses são meus ministros.


Não gosto nenhum pouco de filme de terror, prefiro comédia, romance, ficção científica, filmes históricos....mas tem uma galera aí que gosta. Exercitando minha tolerância com gosto alheio.

Treze dicas pra confortar meus amigos petistas:



1. Quando a gente está se sentindo derrotado é melhor olhar para as lições que a vida está nos dando;
2. Jamais coloque a raposa para cuidar do galinheiro;
3. Prefira a autocrítica em lugar de um marqueteiro que venda uma falsa imagem da realidade;
4.Não troque alianças históricas por alianças conjunturais;
5. Prefira as alianças programáticas em lugar das pragmáticas;
6. Só façam alianças pragmáticas se estas não ferirem seus valores e princípios;
7.As mudanças só acontecem fora se antes aconteceram dentro da alma de cada um;
8. Estude mais sobre a humildade;
9. Tudo que sobe um dia tem que descer; A gente colhe aquilo que planta;
10. O que é construído coletivamente pertence ao coletivo e não à indivíduos;
11.O PMDB é o PMDB, ele não vai mudar por causa de você;
12. Governabilidade é um "bicho" bem mais complexo do que você imagina;
13. Nunca abandone suas raízes;


Ps. Existem mais mistérios entre o céu e a terra do que pressupõe nossa vã filosofia: Depois de 13 anos governando o Brasil, numa sexta-feira 13 (a única de 2016) o PT desce a rampa do Planalto para entregar o "osso".

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

segunda-feira, 14 de setembro de 2015